Hugo Wanderley participa da primeira reunião do Conselho Político da CNM

O presidente da AMA Hugo Wanderley está participando em Brasília da primeira reunião do Conselho político da CNM de 2019. Presidente Glademir Aroldi reuniu os 27 presidentes das entidades estaduais e a diretoria da CNM para detalhar a agenda municipalista dos próximos meses, incluindo encontro com os parlamentares e a XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Além do presidente Hugo estão participando as prefeitas de Feliz Deserto, Rosiana Beltrão, Coordenadora da Região Nordeste da CNM, Juliana Almeida, de Mar Vermelho, representante do movimento Mulheres Municipalistas e o prefeito Pino de Campestre.
Durante o encontro foram definidos os próximos passos da articulação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federal. O Conselho Político da Confederação esteve reunido na sede, em Brasília, nesta terça-feira, 12 de fevereiro, e definiu as ações e temas prioritários a tratar com governo, parlamentares e tribunais.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, começou o encontro destacando a importância do cenário político no Brasil e a agenda do movimento nas semanas seguintes. “O mundo está caminhando para fortalecimento da gestão local. Não há como melhorar a vida da população e as condições dos Municípios se isso não ocorrer. Vamos colocar mais de oito mil gestores na Marcha para compreender o discurso mais Brasil, menos Brasília, e sensibilizar o governo federal para a força do municipalismo”, convocou.

Ao listar as demandas prioritárias, Aroldi apresentou a divisão entre pleitos estruturantes e transitórios. “A pauta transitória é aquela importante para o gestor hoje, ajuda a fechar as contas e poderá salvar o atual mandato dos prefeitos. E a estruturante é a que vai efetivamente mudar relação federativa”, explicou.

Divisão
As 27 lideranças municipalistas tomaram conhecimento e confirmaram os sete pleitos estruturantes: nova previdência; novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permanente; novas regras de licitações, definidas no PL 6814/2017; reforma tributária; novas regras para consórcios, nos PLs 2.542/2015 e 2.543/2015; teto dos gastos públicos federais (alterações na EC 95/2016); e MP 868/2018, do Saneamento.

Eles também deliberaram sobre as sete demandas transitórias/emergenciais: PLP 461/2017, do Imposto Sobre Serviço (ISS) e obrigações acessórias; 1% FPM de setembro, criado na PEC 391/2017; regulamentação da Lei Kandir pelo PLP 511/2018; Conselho de Gestão Fiscal, cuja representatividade municipal está garantida no PL 3.744/2000; avaliação dos servidores descrita no PLS 116/2017; Cessão Onerosa e PLC 78/2018; e atualização dos programas federais segundo critérios da PEC 66/2015.

“Somos entidade de Municípios brasileiros pequenos, médios e grandes. Temos filiadas cidades com menos de 10 mil habitantes a 17 capitais. E estamos sendo reconhecidos por isso, como a organização que vai fazer a ponte entre a administração federal e a municipal”, comemorou Aroldi.

Agenda, reformas e assuntos regionais
Os próximos eventos do movimento municipalista também ganharam destaque na fala das lideranças. Além da agenda nesta semana, com o encontro dos parlamentares e reuniões com os ministros da Casa Civil, Economia e Secretaria de Governo, o presidente da CNM convocou o grupo a se mobilizar pela XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Ele ressaltou o Desafio + Brasil, evento que será realizado nos dias 21 e 22 de fevereiro na sede da Confederação para buscar melhorias nos processos de transferências voluntarias. E agradeceu a participação do Movimento Mulheres Municipalistas nas decisões do Conselho Político.

As reformas da Previdência e Tributária tiveram pontos detalhados e os pleitos em comum com governadores e que aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foram lembrados: royalties e ISS. Os presidentes da estaduais tiveram espaço de fala e apresentaram demandas regionais referentes aos Agentes Comunitários de Saúde, Programa Mais Médicos, crise financeira nos Estados – caso de Minas Gerais e Roraima -, e crise migratória dos venezuelanos.

Com informações CNM