Entre ritmos ancestrais e apresentações filarmônicas, Arena Cultural revela histórias de resistência e superação por meio da arte
texto: Manuella Gouveia

Histórias de superação e pertencimento por meio da arte e da cultura foram celebradas neste sábado (24), durante o terceiro dia da 13ª Feira dos Municípios Alagoanos – Congresso e Expo, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Jaraguá. Com programação das 11h30 às 22h, a Arena Cultural reuniu manifestações culturais de 18 municípios.
O centenário Mané do Rosário, folguedo preservado exclusivamente no povoado Poxim e manifestação cultural única de Coruripe, encantou o público com a sonoridade rústica da banda de pífano e com seus dançarinos, que vestem saias longas, chapéus de palha e véus coloridos.
O secretário de Cultura de Coruripe, Ricardo Mendonça, destacou que o folguedo representa a fé, a memória e a resistência local, integrando o patrimônio imaterial do estado. “O incentivo a essa tradição contribui para a melhoria da qualidade de vida, fortalecendo a identidade cultural e a valorização dos mestres que mantêm viva essa história secular”, afirmou.

As estudantes de pedagogia Nair Luiza e Nath Luane aguardavam o início de uma palestra na Arena Cultural quando a Filarmônica Augusto Calheiros, de Murici, começou a se apresentar. Encantada, Nair relatou que foi sua primeira vez em uma apresentação do gênero. “A sensação foi de êxtase”. Nath, por sua vez, definiu o momento como de muita emoção. “Foi incrível”.
O jovem músico Tales Caique, de 19 anos, com toda a responsabilidade de maestro, conduzia a banda, harmonizando sentimentos de paz, amor e esperança. Não só com seu som, mas também pelo seu papel social na vida dos jovens que compõem a banda. “Comecei a estudar música aos 12 anos e nunca pensei em ser maestro. Sou o exemplo vivo de que a música transforma as pessoas”, revelou Tales.

A diversidade alagoana foi representada pelas filarmônicas de Marechal Deodoro e Pão de Açúcar; pelos grupos de dança de Pariconha e Maribondo; pelo Ballet de Messias; o forró de Lagoa da Canoa; a Orquestra de Frevo de Passo do Camaragibe; o Batuque do Porto, de Porto Calvo, e a Junina Luar do Campo, de Campo Alegre. A preservação da memória também foi promovida pelo Maculelê de Santana de Ipanema, pelo Xaxado de Flexeiras e Capela, pelo Coco de Roda de Batalha e Barra de São Miguel, pela dança indígena de Porto Real do Colégio e pelo Pastoril de Japaratinga.
A 13ª Feira dos Municípios Alagoanos é uma realização da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), com patrocínio do Governo de Alagoas e do Sistema Fecomércio (Sesc e Senac). O evento conta com o apoio do Sistema Fiea (Sesi e Senai), Sebrae, Grupo Equatorial, e parceria com a Abrasel, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o Conisul.