Em 1800, o Padre António Duarte, encontrou um olho d’água ao pé de uma serra, ai resolveu fixar-se, construindo depois, uma choupana, que passou a ser ponto de pouso dos que transitavam no local. Perto dessa nascente brotou uma árvore, provavelmente um pau d’arco. Na época de floração cobria-se de tantas flores que, tangidas pelo vento, suas pétalas formavam verdadeiro tapete à superfície da água.
Esse fato, repetindo-se várias vezes, fez com que os viajantes que passavam pela rancharia do Padre António Duarte, denominassem-na de Olho d’Água das Flores, nome que a tradição ainda conserva. Olho d’Água das Flores continuou por muito tempo um simples pouso para viajantes até que, em 1884, veio residir na localidade os irmãos Ângelo e Gil de Abreu, cidadão trabalhador que, aos poucos, foi incentivando a agricultura e pecuária, construindo estradas carroçáveis, açudes etc. Edificou uma capela sob a invocação de Santo Antônio, padroeiro da localidade. Data, daí, o início da povoação.