Esse percentual recuou 4,9 pontos percentuais em relação a 2023 (45,8%), o que significa que aproximadamente 157 mil alagoanos deixaram a condição de pobreza no período. Os dados integram o capítulo “Padrão de Vida e Distribuição de Rendimentos” da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE.
O indicador segue em trajetória de melhora no estado desde 2022, após ter alcançado um dos níveis mais elevados em 2021 (60,3%), durante a pandemia de Covid-19.
A extrema pobreza também apresentou queda significativa em Alagoas. A parcela da população com rendimento inferior a US$ 2,15 PPC por dia (R$ 218 por mês) reduziu de 8,7% em 2023 para 6,8% em 2024, o que representa aproximadamente 61 mil pessoas que deixaram essa condição.
A pesquisa mostra que, sem os benefícios dos programas sociais, a situação do estado seria drasticamente pior. Em 2024, a taxa de extrema pobreza em Alagoas teria sido 13,4 pontos percentuais maior, passando de 6,8% para 20,2%. A proporção de pobres também subiria expressivamente: de 40,9% para 48,4% da população.
Entre as grandes regiões do país, o Nordeste apresentou a maior queda anual na proporção de pobres segundo a linha de US$ 6,85 por dia: de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024 – um recuo de 7,8 pontos percentuais. No outro extremo, o Sul registrou em 2024 a menor proporção de pobres: 11,2%.
No Brasil, a tendência também foi de melhoria. A população em situação de pobreza recuou de 27,3% para 23,1% entre 2023 e 2024, o que representa 8,6 milhões de pessoas a menos. Assim como em Alagoas, é o terceiro ano seguido de queda após o pico de 36,8% em 2021. Já a extrema pobreza passou de 4,4% para 3,5%, uma redução de 1,9 milhão de pessoas.
A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2025 reúne informações sobre as condições de vida da população brasileira, estruturadas em três eixos complementares: Estrutura econômica e mercado de trabalho; Padrão de vida e distribuição de rendimentos; e Educação.
